A cibersegurança se tornou um dos pilares fundamentais para a proteção de dados em todos os setores, especialmente no público. À medida em que nos tornamos dependentes da tecnologia, a necessidade de soluções voltadas à segurança cibernética se tornou mais evidente.

Isso garante a integridade e a disponibilidade de dados sensíveis para a população. Veja nossas dicas e como se proteger aos ataques cibernéticos no setor público.

O que é cibersegurança?

Antes de mais nada, a cibersegurança é o conjunto de técnicas e práticas destinadas a proteger redes, sistemas e softwares de possíveis ataques digitais.

Trata-se de uma área que envolve a proteção de dados sensíveis e infraestruturas, incluindo aquelas usadas no setor público.  

Com esses dados, por exemplo, os hackers podem ter acesso a informações da população – seja do SUS, Receita Federal ou qualquer outra plataforma que faça essa gestão de dados. Quanto mais seguro for toda a estrutura base do digital de um órgão público, mais protegida está a população e o estado.

As práticas de cibersegurança são essenciais para prevenir desde roubos de dados até interrupções de serviço, que podem ter consequências graves para o estado.

Qual a importância da cibersegurança no setor público?

A cibersegurança no setor público tem o escopo de proteger as informações de ataques que podem comprometer a segurança nacional, a privacidade dos cidadãos e a integridade de serviços essenciais.

Nesse sentido, ela ajuda a manter a confiança do público nas instituições digitais e é fundamental para a continuidade dos serviços governamentais. Dessa forma, protegendo dados sensíveis de cidadãos e segredos de estado de ameaças – crescentemente sofisticadas.

Um exemplo da gravidade de ataques cibernéticos aconteceu em janeiro deste ano. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), precisou suspender sessões de radioterapia devido a um ataque cibernético. O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal.

Como a cibersegurança é aplicada no Setor Público?

O setor público implementa várias medidas de cibersegurança, incluindo a criptografia de dados, autenticações multifatoriais, uso de firewalls e antivírus avançados para proteção.

Programas de formação contínua são aplicados para manter os servidores públicos atualizados com as melhores práticas e tecnologias de proteção. Além disso, os órgãos públicos seguem regulamentos de compliance para assegurar que as normas de segurança estejam em conformidade com as leis nacionais e internacionais.

Os governos ao redor do mundo estão se movimentando para manter seus profissionais atualizados com as demandas da segurança de dados. No Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o programa "Hackers do Bem", uma capacitação gratuita para profissionais em segurança cibernética.

Quais são os tipos de cibersegurança?

A cibersegurança é uma área essencial para a proteção de dados e sistemas em todos os setores, inclusive no setor público. Nesse sentido, os diferentes tipos de cibersegurança abrangem todos os pontos da proteção das tecnologias.

Segurança operacional

A segurança operacional foca na proteção e no gerenciamento de operações de TI, bem como em infraestruturas críticas contra interrupções e ameaças cibernéticas. Isso inclui o monitoramento contínuo de sistemas e a implementação de práticas que garantam a continuidade e a eficiência das operações.

Segurança de Rede

Por sua vez, a segurança de rede é projetada para proteger os dados em trânsito dentro e fora de uma organização. Usando tecnologias como firewalls, sistemas de detecção e prevenção de intrusões, e criptografia para prevenir o acesso não autorizado e ataques cibernéticos.

Segurança de Aplicativos

Já este tipo de segurança visa proteger os softwares e aplicativos de ataques. Envolve o desenvolvimento de aplicações com código seguro e a implementação de medidas como testes de penetração além da revisão de código para identificar e corrigir possíveis falhas.

Computação em Nuvem

Com o aumento do uso de serviços baseados em computação em nuvem, a segurança na nuvem se tornou fundamental. Não por acaso, ela protege dados e aplicações online contra vazamentos, roubo e sabotagem usando criptografia, controle de acessos e outras tecnologias de proteção digital.

Uma opção cada vez mais viável e econômica para os órgãos públicos, confira nosso artigo de governo digital que abrange tendências tecnológicas.

Desafios da cibersegurança no setor público

A cibersegurança no setor público enfrenta desafios significativos que vão além da tecnologia e infraestrutura. Isso inclui questões legais e regulatórias, a necessidade de transparência, e a proteção contra ameaças de hackers que podem estar dentro ou fora do país.

Em janeiro de 2024, o governo registrou uma média de 32 ataques cibernéticos por dia contra órgãos do Executivo, segundo dados do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).

Conformidade com LGPD

Os governos aderem a regulamentos estritos de proteção de dados, como o GDPR na Europa e a LGPD no Brasil. Essas leis impõem requisitos rigorosos para o tratamento de dados pessoais e impõem pesadas multas por não conformidade.

Em todas as esferas também em órgãos públicos, o estado deve seguir a LGPD visando a privacidade e integridade dos dados de civis. Esses dados não podem ser compartilhados, apenas mediante a autorização judicial ou autorização expressa do titular dos dados.

Desafio de sistemas desatualizados

Muitos sistemas governamentais são antiquados e não foram projetados com os mecanismos modernos de segurança atuais, tornando-os vulneráveis a ataques. A modernização desses sistemas é cara e complexa, mas essencial para a segurança.

Nesse sentido, não só os sistemas, mas os equipamentos que os compõem, devem estar atualizados para atender os requisitos mínimos de segurança contra os ataques cibernéticos.

Segundo pesquisa feita pela Microsoft e pela Intel o custo de manter um computador com quatro anos ou mais de duração pode sair 2,3 vezes mais caro do que o gasto com máquinas novas.

Isso porque as tecnologias são atualizadas periodicamente, assim como os sistemas de segurança devem ser frequentemente atualizados. Nos computadores antigos esses entraves podem dar brecha a possíveis ataques cibernéticos.

Treinamentos e suporte

Não menos importante, a educação do usuário final é fundamental para segurança cibernética. Treinamentos e campanhas de conscientização ajudam a ensinar os usuários sobre práticas seguras, reconhecimento de phishing e outras ameaças.

Ou seja, instrução do governo para servidores e público externo, assim fortalecendo a segurança cibernética que envolve dados sensíveis da população.

Implementar estratégias eficazes em cada uma dessas áreas ajuda a proteger infraestruturas críticas e informações sensíveis de ataques perigosos.

Nesse sentido, a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Microsoft lançou 13 cursos gratuitos destinados a servidores públicos que desejam capacitação em tecnologia. Uma das inciativas do governo para o letramento digital do servidor público.

Como se proteger de ataques cibernéticos

Para que você consiga um bom desempenho em cibersegurança e manter os equipamentos do seu setor atualizados e livres de ataques de hackers, os computadores e equipamentos precisam estar atualizados.

A atualização é essencial para que os sistemas, programas assim como antivírus funcionem normalmente.

Depois disso, é importante frisar algumas dicas básicas de cibersegurança para servidores públicos como:

Usar autenticação de dois fatores (2FA): Aumenta a segurança exigindo uma segunda forma de verificação além da senha.
Criptografar dados sensíveis: Garantir que informações confidenciais sejam criptografadas tanto em trânsito quanto em repouso.
Realizar backups regularmente: Manter cópias de segurança de dados importantes para garantir a recuperação em caso de ataque cibernético ou falha de sistema.
Limitar os privilégios de acesso: Assegurar que os usuários tenham apenas os privilégios necessários para realizar suas tarefas.
Monitorar e auditar atividades: Implementar soluções de monitoramento para detectar e responder a atividades suspeitas em tempo real.

Conclusão

A cibersegurança é uma necessidade crítica para o setor público, dado o crescente número de ameaças cibernéticas e o potencial de danos significativos.  Só em janeiro desse ano, os ataques cibernéticos cresceram consideravelmente, segundo dados levantados pelo portal O Globo.

Com a implementação de estratégias robustas de proteção de dados, além do investimento contínuo em tecnologias de segurança, é possível proteger essas infraestruturas e garantir a confiança dos cidadãos na integridade das instituições públicas.

A colaboração entre agências governamentais e a adoção de normas internacionais de segurança também são essenciais para fortalecer a defesa contra ameaças cibernéticas globais.

Todo o serviço de adesão da Mtec garante segurança de dados desde o requerimento até o recebimento dos produtos das atas. 

Além disso, nossa infraestrutura tecnológica disponibilizada nas atas atende editais com as tecnologias mais recentes, proporcionando soluções atualizadas e em conformidade com os padrões de segurança.

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Matheus Ferraz
SEO e Marketing